sábado, 28 de março de 2020

A Importância do Momento Vivido


Eu quero apenas falar neste momento pelo qual estamos passando, pois me levantei da cama com a certeza que o nível das energias em que vibramos é o responsável pelo nosso bem-estar ou não...

Todos os que nos esforçamos por caminhar no sentido da luz, vamos deixando – é natural até no plano físico, visível e quase palpável – atrás de nós um rastro de sombra, mas à medida que prosseguimos, o negrume vai diminuindo.

A presença desse novo vírus (aparecem novos todos os anos) e as conseqüências funestas de sua presença - especialmente em uma região da Itália - vem sendo aproveitada pelo mundo das sombras e pelos seus agentes mais fiéis no plano da matéria, para nos levar a um estado de temor e de desequilíbrio emocional que poderá terminar com o nosso país em pé de guerra, e esse é o principal objetivo do inimigo.

Quem é o inimigo?

O inimigo é aquele que se regozija do caos, o inimigo é aquele que se sente feliz com o sofrimento do outro, o inimigo é aquele que planta espinhos e espalha pedras pontiagudas no caminho por onde os felizes devem transitar.

Não nos façamos agentes inocentes desse lado sombrio e negativo, que ainda é parte integrante e efetiva das energias que compõem o nosso planeta.

Vamos compartilhar histórias alegres, vamos compartilhar poesia, vamos compartilhar melodias, pois somente assim estaremos cercados das melhores energias.

Este momento de confinamento e de afastamento do convívio social pleno, por si só acaba propiciando um tanto de tensão e de negatividade, mas vamos combatê-las com um pouco de oração, com um pouco de conexão com as boas energias que iluminam o universo.

Um pequeno foco de luz se destaca na mais intensa escuridão.
Que tal sermos os portadores dessa chama de luz?

Carlos Gama.
27/03/2020 13:14:47

quarta-feira, 25 de março de 2020

A Luz e A Sombra


Em momentos como este, em que a humanidade se perde em dúvidas e em temores, a sombra encontra campo fértil para se espraiar e tentar tomar conta do conjunto, incentivando embates de todos os tipos, gerando desentendimentos e provocando dissabores.

As lutas ficam mais acirradas em momentos assim, mas tenhamos a consciência de que basta uma pequena chama de luz para que ela se destaque na mais intensa escuridão.

Carlos Gama.
25/03/2020 11:38:10

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Chegando aos Quarenta



Nem bem a presidente eleita divulgara os nomes ou mostrado as caras dos componentes de seu futuro ministério e já a imprensa estava mostrando os “fundos” de cada um deles.
Infelizmente, nem todos limpos.
O ministro do turismo é lembrado, enquanto deputado, por ter justificado o uso de dinheiro público em uma esbórnia, com notas fiscais de motel... Um velhote ligado em histórias de bordel.
O ministro do desenvolvimento, é investigado e acusado por conta de crimes como fraude em licitação pública, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro... Haja papel no banheiro!
Agora, o ministro dos portos (secretaria com status de ministério...ora, porra!), dizem que está sendo investigado pela PF, por conta de uma suposta e discutível doação para sua campanha à prefeitura de Sobral, feita por empresa suspeita de pagar propina para participar da licitação da construção da ferrovia norte-sul, cujo intermediário dizem ser Fernando de tal, filho do Zé dos bigodes... Aquele mesmo!
E, como dizia Erodes: veja lá se não...
A tal empresa, que tem alguma coisa a ver com extraterrestres, é a mesma que venceu a “licitação” para dragagem do canal do Porto de Santos.
Com certeza tem mais gente.
Eita batata quente!
Vai começar bem, presidente.
Estão tentando esconder as coisas, mas nesse campo não dá para fazer milagres, porque é como lençol curto ou operação plástica, eu acho: estica em cima, repuxa em baixo.
Mas vamos, tenta, já estamos quase chegando aos quarenta.
Em junho é que se dança a quadrilha.
Vai mais um quentão?
E, lá vem rojão...
Viva São João!

2010

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

41352

O numeral acima é fruto da soma dos elementos que constam como sendo a quantidade de filhas solteiras de ex-servidores em cada ministério até a presente data.

Mas, pela imprecisão dos números informados pela imprensa não se saberia dizer se são primos, aparentados ou amantes do erário.

A imprensa afirma que são mais de cinqüenta e duas mil as mulheres que afirmam o solteirismo que lhes concederia o privilégio de receberem, até a beira do túmulo, os mesmos salários que estariam recebendo seus pais se ainda estivessem visíveis entre nós.

Todavia, os números acima fazem referência apenas e tão somente às “solteironas profissionais” de parte do Poder Executivo Federal, deixando de lado as 120.000 filhas de ex-militares, bem como as “dependentes” de servidores do Congresso e de ex-funcionários dessas casas.

A aberração legal (3373/58) que permitiu ou criou essa “festa” (farra seria o termo mais correto) com o dinheiro público, foi exarada durante o governo de Juscelino Kubitschek (que tinha como vice João Goulart) e corroborada pelos ministros Eurico de Aguiar Salles, Antônio Alves Câmara, Henrique Lott, José Carlos de Macedo Soares, José Maria Alkmim, Lúcio Meira, Mário Meneghetti, Clóvis Salgado, Parsifal Barroso, Francisco de Melo e Maurício de Medeiros.

Arrombadas as portas dos cofres federais, toda a estrutura acabou encontrando uma forma de também chegar às fartas tetas da rês pública e hoje sequer se imagina quantas centenas de milhares de “solteironas profissionais”, filhas de ex-servidores se servem do leite farto que é falto nas mesas de milhões de brasileiros economicamente miseráveis. Afinal, são 26 Estados, o Distrito Federal e 5570 municípios, cada um deles mantendo uma “boiada” de bezerros esfaimados, apesar de muitos deles alegarem míngua para atenderem às necessidades mais prementes de suas populações.

Esse é o Brasil de moral descendente, que iremos deixar para os que vierem depois de nós.

Carlos Gama.
05/02/2020 11:41:29

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

O Mestre-de-Cerimônias


Alçado ao comando máximo da nação pelo desespero popular e pelo temor da continuidade do descalabro que a assolava, o atual presidente da república vem metendo os pés pelas mãos sem precisar da ajuda infalível da imprensa.

Perdido entre o carreirismo político e a imagem inicial do homem sério, o chefe do executivo vem tropeçando no próprio linguajar atabalhoado e nas propostas que lhe chegam aos ouvidos por caminhos duvidosos, porque lhe faltam humildade para ceder e principalmente para ter uma assessoria que o faça refletir antes de falar ou de agir.

Não falo como um combatente contra o atual governo pois não sou, mas como um cidadão temeroso com a possibilidade de que o presidente se transforme efetivamente em um mestre-sala da escola de samba da qual pensávamos ter nos livrado.

Carlos Gama.
24/01/2020 11:08:30

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

De Oitiva



O texto é antigo (está nas páginas do livro Copa e Cuzinha", mas as práticas e algumas necessidades de mudança permanecem...


Quando eu li o título "Governo vai investir quatro bilhões e cem milhões na produção de pescado" achei excelente que o poder público esteja preocupado em aumentar a produção de peixes em cativeiro, porque a pesca marítima está em franca decadência em todo o globo, até mesmo para aqueles que têm história na área e que usam dos mais sofisticados equipamentos de captura, conservação e embalagem.

Todavia, parece que eu me enganei e a proposta não é apenas produzir em cativeiro, mas aumentar os financiamentos e os subsídios para a pesca no mar ou nos rios, determinando patamares econômicos acima das realidades brasileiras e usando a figura do pescador artesanal como vitrine.

Vem aí o "Bolsa Pesca", fruto da demagogia irresponsável e criminosa, que faz do país o quintal onde brincam de governar, os donos dos partidos políticos. Enquanto os verdadeiros pescadores vivem de migalhas, os outros vão enchendo a mala e o bagageiro com o nosso dinheiro.

Fotografei, faz alguns anos, ao ser aberta, uma sardinha cheia de ovas; o período era logo após o defeso - quando a pesca já é permitida. Haverá engano ou desconhecimento sobre a natureza, na hora de determinar os períodos de desova ou a pesca predatória continua o ano todo sem fiscalização?

A chefa do governo fala, sem ênfase, da existência de famílias de pescadores que vivem em situação de miséria. Mas, não são famílias de pescadores, presidenta, são quase todas as famílias de pescadores artesanais, que sobrevivem na penúria, na miséria...

Os outros, os que vão se beneficiar - honesta ou desonestamente - dessas novas e das antigas medidas, que deverão ser mantidas, são empresários da pesca. Alguns enriquecendo honestamente com trabalho e bom uso das concessões, nem sempre justas para o todo da população. Ouve-se falar, também, de outros que lucram com embarcações que só existem no papel e no passado, aplicando no mercado financeiro as verbas facilitadas ou com a revenda do diesel - também subsidiado - que a inexistência dos motores faz com que sobre para o comércio ilegal e criminoso.

Muitos dos leitores do interior, com certeza ainda se lembrarão de terem ouvido, especialmente na década de oitenta, sobre a compra de documentos de terras frias e dos financiamentos de tratores que nunca sairiam do papel e nem o dinheiro do banco.

Na pesca, o jogo é semelhante.

Enquanto essas práticas criminosas não forem muito bem cerceadas - em um Código Penal atual, eficiente e rígido - com penas exemplares e suficientemente extensas, o povo vai continuar pagando o pato que vai ao forno e enche a pança de alguns grupos.

Carlos Gama.
2012

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Enojamento


Abre-se um jornal local e não se consegue ir além da leitura de algumas cartas de colaboradores, das notas de falecimento (coisas da idade!) e uma ou outra notícia regional.

As matérias globais acabam sendo as mesmas que você irá ler nos jornais de maior porte, apenas com a mudança nos títulos e alguma pequena alteração na redação do conteúdo.

Essa pouca atenção dada ao conteúdo da maioria das matérias, especialmente sobre política e futebol, é fruto da observação da tendenciosidade que norteia esse trabalho, que ainda não se entende que objetivos tem ou que pode estar sendo pago por quem.

A impressão mais nítida é a de que as redações estão atopetadas de pessoas com tendências ideológicas em queda, mas que não se conformam com as experiências malogradas ou com a redução de acesso às tetas da rês pública.

A mais famosa equipe de futebol da cidade vive com certa constância um vaivém de jogadores e de técnicos, num movimento que sempre deixa dúvidas a respeito sobre o interesse de quem esteja envolvido. Há algumas semanas sem treinador, sai-se a campo buscar um substituto e chega-se a Portugal, que é de onde vem o novo técnico do time. Entrevistam-se jogadores brasileiros no exterior, ex-comandados desse profissional e os resultados nos parecem muito bons; há expectativa de sucesso, mas amanhece-se o dia com o seguinte título: “Tabu é desafio para Jesualdo Santos”. Afinal, o que se quer? É começar a levantar polêmicas antes de começar o jogo? Antes mesmo de ele ser apresentado à equipe? Ou o que falta é capacidade para criar matérias sérias para ajudar a vender o jornal?

Vai-se a área de política nacional e o que se vê são os dentes dos cães hidrófobos fincados no calcanhar de um presidente que tem menos de um ano no cargo, tentando tapar rombos no casco e manter navegando uma embarcação infestada de cupins e saqueada por piratas insaciáveis.

No jornal que já foi referência em qualidade, mas que decai a cada dia, a manchete é “Desigualdade. Dois Brasis. Desigualdade aumenta e Norte e Nordeste ficam ainda mais distantes das outras regiões do país”.

Embora se saiba de antemão que a manipulação começa aí, insiste-se em esmiuçar o conteúdo para confirmar a faceta.

O primeiro exemplo de cidadão em dificuldade é vítima da recessão que assolou o país entre 2014 e 2016.
“Desigualdade. Dois Brasis. Desigualdade aumenta e Norte e Nordeste ficam ainda mais distantes das outras regiões do país”. Nem é preciso que se vá mais adiante nesta explanação para que se entenda a imoralidade profissional que campeia nas redações dos jornais.

O título: “Dois Brasis. Desigualdade piora e Norte e Nordeste ficam ainda mais distantes do resto do país”.

O conteúdo: “Um estudo de pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que a distância entre as regiões brasileiras aumentou nos últimos cinco anos, como consequência da recessão”.

A maioria dos leitores, já cansada do conteúdo manipulado, assoberbada ou com preguiça de ler, acaba sendo conduzida pelas manchetes que – reitero – mostram a irresponsabilidade profissional que grassa nas redações da quase totalidade dos jornais brasileiros.

Aí, então, os “trabalhadores” mantidos com o fruto dos desvios sistemáticos do erário, são pagos para buscarem essas manchetes e fazerem delas propaganda contra o país nas redes sociais.

Carlos Gama.
26/12/2019 12:07:07

Carta aos Tungados

Esta não tem nada a ver com a outra carta, embora o título tenha alguma semelhança fonética. Esta é uma carta dirigida a você que se sen...