quinta-feira, 29 de agosto de 2019

A Nossa Dívida


Nós, povo brasileiro, por mais que relutemos em aceitar, seremos eternos devedores do Partido dos Trabalhadores.

Um partido político que teve em seu nascedouro uma ampla variedade de personalidades e de tendências, mas onde o tempo e a realidade acabaram por promover uma imensa varredura, livrando-se das melhores cabeças e dos caracteres mais nobres.

A inocência dos velhos pensadores foi maculada pela realidade dos fatos e pelo descortinar da verdade que permeava o âmago daquela agremiação.

Chego a este ponto de minha análise e me recordo de um velho amigo, que não sei por onde anda hoje em dia; dizem que foi para a Oceania.

Víamo-nos quase todos os dias, durante um extenso período de tempo e foi dele que ouvi a seguinte frase, quando comentei do meu arrependimento pelo voto de confiança dado: “sempre se roubou neste país, deixe-os roubarem um pouquinho”.

Sim, ele era adepto desse partido e pensava assim!

Esse grupamento, num curto e incomparável trajeto político/criminoso, cooptou tudo e todos os que estavam disponíveis para venda e montou uma raposada, como jamais tinha sido vista na história do nosso país.

O erário sempre foi um belo prato de mingau, que desde os primeiros tempos – com a corrupção dos habitantes primitivos com quinquilharias várias – os exploradores foram comendo pelas beiradas, até que chegou o PT e mergulhou no prato, emporcalhando a mesa e todos em derredor, mas é por esse ato de insanidade e de ganância descontrolada que ficamos devedores eternos.

Afinal, não fosse esse desatino, o nosso país continuaria e ser saqueado com o usual "equilíbrio" daqueles que sabem manter viva a galinha dos ovos de ouro.

Não fosse o saque desmedido cometido pelo grupamento do PT e o Ministro Sérgio Moro talvez não tivesse apresentado um projeto tão amplo de Combate à Corrupção. Um projeto essencial para a sobrevivência do Brasil como país, mas que vem sendo rejeitado pelo crime organizado, que não quer perder a chance de continuar cuidando a seu modo do velho galinheiro e da cloaca da galinha dos ovos de ouro.

Carlos Gama.
29/08/2019 21:19:53

domingo, 25 de agosto de 2019

Sobre a Privatização do Porto de Santos


Fica muito clara no atual governo a intenção de privatizar a maioria das empresas públicas, mas não parece a nós – povo – que os estudos estejam sendo feitos com a temperança que o tema e os interesses nacionais exigem, pois a nova gestão do país tem apenas alguns meses e se perde enredada em questiúnculas que não ajudam a pensar o futuro da nação.

Não é fácil e muito menos simples o combate aos desmandos, aos privilégios e aos vícios centenários que se arrastam no tempo e se sustentam nos hábitos e nos interesses muitos e de muitos.

O atual governo se dispôs à guerra necessária e urgente, demonstra coragem, mas está se perdendo na falta de tática, esse elemento essencial para que a vitória seja alcançada com sabedoria, pouco a pouco, batalha por batalha... Lançamo-nos no campo de luta com fúria insana, de olhos vendados e - como país - poderemos acabar dizimados pelo universo dos inimigos internos e externos que vão surgindo no trajeto, na falta de serenidade e na ausência do silêncio essencial para que esses adversários do país possam ser vencidos também pela surpresa.

Esses prolegômenos se faziam necessários e, agora, vamos ao Porto de Santos, que cresceu sob uma administração privada, fez prosperar as cidades em seu entorno, mas acabou nas mãos do governo, sendo corroído pela usual má administração, pelos interesses escusos, pelos desvios de toda ordem e pela corrupção impune que, com freqüência descabida macula a gestão dos bens públicos.

As atividades portuárias, bem como as áreas adjacentes aos portos, são essenciais para a manutenção da segurança e vitais para a efetiva condução dos interesses de um país e não devem, de forma alguma, deixar de estar sob a gestão e a proteção do Estado.

Todavia, para que não se caia e se continue na vala comum dos desmandos, da irresponsabilidade gerencial e na impunidade que propicia e sustenta todos os crimes contra o erário através dos séculos, urge que se criem mecanismos legais de controle, somados a uma rígida e efetiva punição aos crimes cometidos contra o patrimônio público e essa parece ser a parte mais difícil da jornada, pois acaba encontrando dificuldade para prosperar, enquanto a estrutura estatal está carcomida, permeada pelos vícios e pelos crimes que se tornaram prática comum.

Para sustentar a nossa condição de país próspero e independente, não podemos mais continuar reféns do crime organizado dentro da estrutura do Estado, e para isso é essencial que se criem e se aprovem medidas rígidas para garantir o nosso futuro, protegendo a nossa estrutura e a nossa soberania.

Carlos Gama.
25/08/2019 12:00:06

* Salve o Dia do Soldado!


terça-feira, 23 de julho de 2019

Por Quais

.

Em matéria de notícias – especialmente aquelas veiculadas por alguns órgãos de imprensa que já foram melhor conceituados – devemos sempre ficar com um pé atrás ou tentar enxergar a pulga atrás da orelha, mas nem por isso devemos nos manter alheios à possibilidade de que essas informações tenham fundamento.

Segundo determinado órgão de imprensa, a mudança no comando da Operação Zelotes – que investiga um esquema de corrupção dentro do Carf, (tribunal que julga recursos de multas aplicadas pela Receita Federal) – pode desmontar essa operação;

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (agências só agenciam, tenham isso em mente) reclassifica os agrotóxicos tidos como “extremamente tóxicos” e com isso a lista caiu de sete ou oito centenas, para apenas três; uma redução de quase sessenta por cento em relação á classificação anterior;

O grupo que comandou o país nos últimos anos e que vem sendo investigado a fundo por conta dos desmandos e desvios de verbas públicas, entra com ação contra os Procuradores autores das denúncias que, dentre outros resultados, colocou o ex-presidente da república atrás das grades. A ação caiu nas mãos de um dos Ministros que é frontalmente contra a “Operação Lava Jato”. Vamos esperar e torcer para que não termine como mais uma das muitas “ações entre amigos”;

Como já é comum, foi autorizado o reajuste dos planos de saúde em percentual que ultrapassa em mais de cem por cento o que foi concedido às aposentadorias do INSS;

Chega um momento em que somos levados a tentar imaginar por quais outros lamaçais poderia escorregar o nosso país...

Carlos Gama.
23/07/2019 23:56:57
.

domingo, 21 de julho de 2019

A Volta

.

O desespero, como fuga do crime organizado, acabou nos fazendo retornar ao feudalismo político, do qual outrora quiséramos nos livrar.

Dos males o menor – é verdade – não fossem o despreparo e o infantilismo do comandante-em-chefe.

Esses sete meses de governo atabalhoado colocam em dúvida ou na penumbra, todas as nossas esperanças de um Brasil melhor.

No momento, a política nacional é comandada por 33 bandos (há mais de outras duas dezenas à espera de oficialização) que entopem o quadro funcional com “servidores” (que se servem) nos Municípios, nos Estados e na União, além de todas as empresas estatais e de economia mista, também abarrotadas desses cânceres funcionais.

Urge uma ampla reforma moral e política ou uma “revolução” de verdade, que possa colocar de vez o nosso país nos trilhos.

Carlos Gama.
21/07/2019 13:34:35
.

domingo, 14 de julho de 2019

A Teoria e a Prática

.
.
No campo da política há pessoas que são muito boas de conversa mas péssimas de memória, especialmente quando chega a hora de cumprir as promessas de campanha.

Carlos Gama.

15/7/2019 01:11:13
.
.

sábado, 13 de julho de 2019

A Reforma

.

Tornou-se inadiável a reforma palaciana, para que a estrutura econômica subsistisse no tempo e sem os desmandos usuais.

Reuniram-se os senhores e senhoras em torno da mesa e se puseram a discutir as mudanças necessárias para que o fantasma da falência pudesse ser afastado.

Era preciso reduzir o tamanho de todas as acomodações, para economizar com material de manutenção e mão-de-obra. Todos concordaram e decidiram pela diminuição das medidas das dependências dos serviçais, o que possibilitaria redução de custo com produtos de higiene e justificaria o ajuste nos salários dos empregados da limpeza;

Seria possível também haver economia nos custos de manutenção dos imensos jardins que circundavam a estrutura mas, naturalmente, sem reduzir a sua extensão e a saída encontrada foi aumentar o volume de trabalho dos jardineiros indispensáveis e promover a economia na conta de energia elétrica, retomando o uso do maquinário acionado pela força humana;

Urgia reduzir despesas com alimentação, pois esse item estava onerando excessivamente os cofres. A decisão unânime foi a adoção do sistema de refeição diária básica e única para a criadagem e o barateamento na aquisição dos alimentos indispensáveis, buscando-se fornecedores que conseguissem fugir aos impostos e à fiscalização. Até mesmo os imprescindíveis vinhos importados, caviares e camarões servidos no salão principal, poderiam ser adquiridos seguindo-se as mesmas regras.

Posta em votação, a previdente reforma básica foi aprovada quase por unanimidade, vencidos os votos da criadagem, que acabou não comparecendo por conta do horário de trabalho, em que a ausência seria penalizada com a demissão por justa causa.

A presente “reforma”, vista, revista e assinada pelo senhorio feudal, entrará em vigor nesta mesma data, impugnando-se de ofício qualquer eventual contestação.

Carlos Gama.
13/07/2019 12:15:06
.

terça-feira, 9 de julho de 2019

Reaprender

.

O atual presidente da república, durante os anos em que militou na política, parece ter desaprendido o que lhe havia sido ministrado na escola e na vida militar. Dentre esses ensinamentos, cremos, estaria a parcimônia na forma de expressão e a escolha do momento certo para a entrada em cena.

Há que se ter em conta que o único apoio que teve e continuará tendo da parcela do povo que o elegeu, diz respeito apenas ao afastamento do quadro político em que se encontrava o país. No mais, a sua presença em campo será quase sempre solitária, pois muito raros serão aqueles que abrirão mão das prerrogativas e das vantagens – ainda que nem sempre justas – adquiridas através dos tempos e das manobras históricas que sempre caracterizaram a nossa república.

Esta é a cena do seu lado, nessa metade do campo de batalha. Agora, tenha em conta que existe a outra metade, aquela que se habituou à fartura indevida nas tetas da rês pública e essa tem consigo a maioria da imprensa e de outros meios de comunicação, que continuarão a fazer uso de toda a possível vilania, distorcendo ou manipulando fatos e expressões, para que a opinião pública se poste em oposição, com a esperança de que o país possa voltar ao status anterior. Afinal, dinheiro público para isso não falta, mesmo que seja apenas o da reserva dos desvios havidos.

O coração do Brasil espera em algum momento sair desse campo minado, mas nos preocupa muito o resultado desta primeira batalha.

Carlos Gama.
09/07/2019 12:41:07
.
.

Carta aos Tungados

Esta não tem nada a ver com a outra carta, embora o título tenha alguma semelhança fonética. Esta é uma carta dirigida a você que se sen...